Carlos Drummond de Andrade © Graña Drummond
![[drumlyra.gif]](https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjxKS2LaFgpL-wmTaxrKcyCubRE8RHb4IHFXddj5Pa9YGbOExccmVwVRFcHY1xCukHhsBf7shSkXSb8LpR59GkPMbOmx6CVQ0Cm0urRklxy3YCSBsXWGpeEotdvK_x5ftwDaky_6QqOkpjA/s1600/drumlyra.gif)
Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos. Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços, não cantaremos o ódio porque esse não existe,existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro, o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas, cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte, depois morreremos de medo e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.







Maravilhoso, hoje mesmo eu coloquei um poema dele em um dos meus blogs.
ResponderExcluirA especialidade dele era tocar no amor... falar do amor.
ResponderExcluirBjs