terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Pra não dizer que não falei das flores

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Geraldo Vandré

Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Caminhando e cantando
E seguindo a canção...

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...(2x)

Pelos campos há fome
Em grandes plantações
Pelas ruas marchando
Indecisos cordões
Ainda fazem da flor
Seu mais forte refrão
E acreditam nas flores
Vencendo o canhão...

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...(2x)

Há soldados armados
Amados ou não
Quase todos perdidos
De armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam
Uma antiga lição:
De morrer pela pátria
E viver sem razão...

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...(2x)

Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Somos todos soldados
Armados ou não
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não...

Os amores na mente
As flores no chão
A certeza na frente
A história na mão
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Aprendendo e ensinando
Uma nova lição...

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...(4x)

Chão de estrelas

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Silvio Caldas e Orestes Barbosa

Minha vida era um palco iluminado
E eu vivia vestido de dourado
Palhaço das perdidas ilusões
Cheio dos guizos falsos da alegria
Andei cantando minha fantasia
Entre as palmas febris dos corações

Meu barracão lá no morro do Salgueiro
Tinha o cantar alegre de um viveiro
Foste a sonoridade que acabou
E hoje, quando do Sol a claridade
Forra o meu barracão, sinto saudade
Da mulher, pomba-rola que voou

Nossas roupas comuns dependuradas
Na corda qual bandeiras agitadas
Pareciam um estranho festival
Festa dos nossos trapos coloridos
A mostrar que nos morros mal vestidos
É sempre feriado nacional.

A porta do barraco era sem trinco
Mas a lua furando nosso zinco
Salpicava de estrelas nosso chão
E tu pisavas nos astros distraída
Sem saber que a ventura desta vida
É a cabrocha, o luar e o violão

domingo, 6 de dezembro de 2009

Barracão de zinco

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Luiz Antonio e Oldemar Magalhães

Ai barracão
Pendurado no morro
Vim pedindo socorro
A cidade aos seus pés
Ai barracão
Tua vida eu escuto
Não te esqueço um minuto
Hoje sei quem tu és
Barracão de zinco
Tradição do meu país
Barracão de zinco
Pobre é tão infeliz
Ai barracão
Pendurado no morro
Vim pedindo socorro
A cidade aos seus pés
Ai barracão
Tua vida eu escuto
Não te esqueço um minuto
Hoje sei quem tu és
Barracão de zinco
Tradição do meu país
Barracão de zinco
Pobre é tão infeliz
Ai barracão
Pendurado no morro
Vim pedindo socorro
A cidade aos seus pés
Ai barracão
Tua vida eu escuto
Não te esqueço um minuto
Hoje sei quem tu és
Barracão de zinco
Tradição do meu país
Barracão de zinco